Uma nova maneira de atrair a atenção para os conteúdos educacionais vem sendo usada com mais frequência, porém fora da área de entretenimento: é a chamada gamificação. Embora existam muitos jogos voltados para ensinar algum conteúdo didático, a gamificação significa usar os recursos dos games, não criar um game.

Mas por que os jogos possuem um potencial enorme para a educação? Simples: os jogadores, de um modo geral, apresentam características muito semelhantes àquelas esperadas com frequência nas salas de aula, tais como: persistência, interesse pelos desafios, busca pela solução de problemas e atenção aos detalhes.

O desafio como motivação

Os criadores dos games implementam desafios que instigam os jogadores a ultrapassar fases. Quem já empacou em alguma fase do famoso “Candy Crush” sabe bem disso. Então, por que não aliar esses desafios a algo de teor educacional?

Se antes os jogos eram mais simples, com tabuleiros, peças, regras e objetivos pré-determinados a cumprir, hoje envolvem consoles modernos, que permitem a participação de vários jogadores simultaneamente, realidade virtual, role-playing (RPG – um tipo de jogo em que os jogadores assumem os papéis de personagens e criam narrativas colaborativamente). Outro recurso motivacional interessante oferecido pelos jogos é a oferta de recompensas a cada avanço com a possibilidade de acompanhar o status dos outros jogadores virtualmente.

Milhões de estudantes no mundo todo passam horas diante de telas de computadores, tablets e celulares, capturados pelos desafios dos games. Alguns educadores simplesmente devem ter pensado: por que, então, não os atraímos com os mesmos recursos?

Fontes:
http://www.knewton.com/gamification-education/
http://techonomy.com/2012/11/why-gaming-is-working-in-higher-ed/