Muitos professores acreditam que, ao adotarem a utilização de tecnologias educacionais para apoio às suas aulas presenciais, estarão acrescentando mais um trabalho no seu dia a dia já tão ocupado. Isso porque há uma ideia de que os alunos passariam a apresentar demandas não só nas salas de aula, mas também no ambiente de aprendizagem on-line. O que eles não sabem é que, ao contrário, isso pode, sim, otimizar o tempo deles.

Imagine que um professor tenha preparado uma aula complexa, na qual ele já tenha percebido que muitos alunos possuem uma dúvida frequente em determinado ponto. Ele passa um bom tempo da aula explicando este conceito. Por que não utilizar o ambiente de aprendizagem e deixar disponível aos alunos a explicação desse conceito polêmico, para que eles possam acessar quantas vezes quiserem? Isso faria com que todos ganhassem tempo no momento presencial.

Uma estratégia educacional comum — facilitada com o aprimoramento das tecnologias — é a chamada sala de aula invertida. Trata-se de um método de ensino no qual o professor organiza o conteúdo de uma aula por meio de recursos audiovisuais que podem ser acessados inclusive por smartphones ou tablets. O plano pedagógico estruturado é previamente liberado para os alunos por meio do ambiente on-line, invertendo, assim, a lógica tradicional de ensino. Dessa forma, antes do encontro com o professor, os alunos já têm contato com os conceitos fundamentais daquela matéria. Ao contrário da lógica tradicional, a sala de aula é usada, então, para aprofundar as questões levantadas pelos estudantes. Ou seja, o foco passa do ensino para a aprendizagem.

Esse método tem feito sucesso,pois aproxima a realidade da utilização dos recursos tecnológicos em sala de aula, adaptando-se ao novo tempo em que as aulas presenciais concorrem com o manancial de informações à mão dos alunos em seus smartphones, entre outros dispositivos.